Kranuk

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Bio:

A vida de Kranuk começa em uma cabana de um pequeno clã Orc em Khorvaire. Sua matriarca, Ushnar’Kul, se revela surpresa ao segurar nos braços um exemplar franzino e distinto em seus traços, mesmo em comparação aos Orcs de menor valor da tribo. Ushnar’Kul sabia do que se tratava, e deveria abandonar a cria furtivamente. Kranuk, nos desvaneios de sua mãe, não se adaptaria à vida no clã.

Partiu para Thrane. Esperava encontrar o outro responsável pelo híbrido que carregava. Se esgueirando pelos cantos, chegou ao local onde, em noites passadas, conhecera o humano que agora procurava. Deixou-o lá mesmo, Kranuk, e se retirou de volta à fortaleza Orc.

Alamor era um homem simples, porém severo. Devoto à Silver Flame, quando jovem tornou-se notável templário e, até o momento que encontrou Kranuk, fazia parte do Conselho de Cardeais. Desde cedo, Alamor criou o híbrido aos seus passos, treinando-o em combate e ensinando-o a doutrina dos “Purificados”.

Kranuk se adaptou muito bem ao lugar em que vivera. Embora diferente, as descriminações que porventura sofria vinham em boa parte dos casos de pessoas supersticiosas, e aqueles que o viam como uma aberração, um “não-puro”, eram poucos e covardes demais para colocar em prática o que quer que acreditavam ser o destino que devia levar o híbrido. Kranuk cumpria missões nas redondezas de Thrane como templário, assim como seu pai em juventude. Braço armado de Silver Flame, exterminava (no sentido literal da palavra) o mal onde era chamado. Os “males” combatidos em seus deveres, eram geralmente grupos de bandidos, ou aberrações que encontraram uma maneira de adentrar no plano, ou até um necromante descontrolado. Para Kranuk, esses deveres eram dignos de sua dedicação.

Certo tempo, recebeu aviso de que mal maior estaria em Eldeen Reaches e merecia ser investigado. Partiu em viagem e dias depois chegou ao local com outros templários e alguns superiores. As pistas levavam a lobisomens, sete pares deles, que rondavam na vasta floresta. A ordem foi clara, exterminar as criaturas. Mas ora, não estavam fazendo mal algum, só estavam presentes na floresta, era o que pensava Kranuk. De todas as missões anteriores que havia feito, onde os maleficiários pervertiríam e destruiríam dada a chance, desta vez, não via mal algum em lobisomens. Questionou os superiores, segundos antes de templários e ministros saírem para o massacre, e a resposta que obteve era de que a simples presença de tais criaturas corrompem o mundo. Ficou enfurecido. Negou-se a cumprir tais ordens injustificadas e recomendou que ninguém a tentasse cumprir igualmente. Um de seus colegas templários tentou e caiu. Mais 3 tentaram e também caíram. Quando ia ser impedido por mais alguns templários, Kranuk sentiu-se adormecido e só foi possível ver um dos ministros de ordem superior balbuciando palavras e agitando seu cajado.

Tomou consciência num calabouço, braços e pernas imobilizados por amarras mágicas vinda de um objeto que, aparentemente, estava em sua nuca. Á sua volta a mesma energia mágica o trancafiava em uma cúpula. Momentos depois entram os mesmos superiores que estavam em Eldeen Reaches e mais alguns guardas. Foi informado que sua atitude era imperdoável e que agora era visto como um “mal” a ser combatido. Kranuk foi espancado quase a morte, só não o fizeram pois como membro de Silver Flame, acharam que pelo menos como exemplo aos outros serviria. Seria executado na mesma noite. Durante o dia, escutou agitação na sala dos guardas e ao abrir da porta revela-se Alamor com dispositivo em mão para desativar a cela do filho. Estava aflito, não aprovava a atitude de Kranuk, mas também não poderia permitir que fosse morto. Uma nova agitação ao redor tomava conta do lugar e com o sinal de seu pai, Kranuk fugiu, sem se despedir nem saber do destino de Alamor.

Vagou por três anos por Khorvaire, de povoado a outro oferecendo serviços e ajudando como podia o povo. Em certa pequena vila, trabalhando com a terra, notou a tirania em que seus (até então) conterrâneos viviam. Não suportava a situação e reunindo-se com seleto grupo de insatisfeitos, dentre eles notável guerreiro, Trent, que conhecera por lá planejaram invadir o local de residência do tirano e arrancá-lo da liderança. A surpresa do evento resultou em poucas baixas em seu grupo, assim como a deposição do tirano que ficara proibido de retornar. Resolvida a situação, Kranuk não sentia a necessidade de permanecer e partiu para o extremo sul do reino de Breland.

Em Breland, Kranuk encontrou Sovereign Host, entrou para a ordem, se admirou e tomou como favorito Dol Dorn, o qual os valores bem conheceu em vida. Inspirado pela nova rotina e pelos sacerdotes com quem convivia e viam potencial no híbrido, Kranuk agora trilha o caminho de aprendizagem de um Paladino.

Kranuk busca compreender o mundo em que vive de modo a entender sobre aquilo que crê para assim saber se isto é digno de seu esforço (algo que outrora se surpreendera não ser). Embora não o incomode, pensamentos sobre sua origem e o destino do pai costumam o visitar. Com o caminho traçado de forma clara em mente, não tolera empecilhos em seu caminho e desse modo avança para sua elucidação."

Kranuk

Alaemor AquelePedro